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Belo Horizonte,08/07/2026

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Polícia Federal investiga novas ligações entre agentes públicos e organizações criminosas do Rio

g1.globo.com
Polícia Federal investiga novas ligações entre agentes públicos e organizações criminosas do Rio
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Polícia Federal faz uma operação no Rio contra um grupo suspeito de usar postos de combustíveis para lavar dinheiro do crime organizado
A Polícia Federal fez nesta terça-feira (7), no Rio, uma operação contra um grupo suspeito de usar postos de combustíveis para lavar dinheiro do crime organizado. Entre os investigados estão um ex-prefeito e um delegado.
Os policiais cumpriram 19 mandados de busca e apreensão na capital e nas cidades de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende. A operação foi autorizada pelo ministro do STF - Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.
Em 2025, o STF determinou que a Polícia Federal apurasse possíveis ligações entre agentes públicos e facções criminosas no Rio de Janeiro. A ação incluiu relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf. Segundo a PF, os documentos mostram repasses entre empresas e pessoas físicas que somam mais de R$ 7,5 bilhões nos últimos seis anos. A suspeita é que os envolvidos usaram postos de combustíveis para ocultar a origem de recursos ilegais.
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Entre os alvos está Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Ele foi o deputado estadual mais votado no estado em 2022 e agora é pré-candidato ao Senado pelo União Brasil. Canella foi preso em flagrante depois que os policiais encontraram um fuzil de uso restrito em uma caminhonete estacionada em frente à casa dele. Segundo a PF, o carro era usado pelo ex-prefeito para atividades da pré-campanha ao Senado.
A TV Globo apurou que, em depoimento, Márcio Canella disse que o fuzil era usado por um policial militar que faz a segurança dele, mas não teria apresentado provas dessa versão. Para a Polícia Federal, o ex-prefeito é o braço político do grupo.
Polícia Federal investiga novas ligações entre agentes públicos e organizações criminosas do Rio
Jornal Nacional/ Reprodução
Os policiais foram ainda a endereços ligados ao delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil no governo de Cláudio Castro. Depois de exonerado, ele coordenou a segurança da Assembleia Legislativa do Rio. Marcos Amim é dono de duas lojas de conveniência em postos de combustíveis.
Dois policiais civis e as esposas deles também foram alvo de buscas. Um dos agentes é Pablo Jukia Felix Ferreira, proprietário de postos de combustíveis. Na casa do policial foram apreendidos dinheiro, armas e relógios.
Outro suspeito é o ex-PM Juraci Alves Prudêncio. Ele foi citado no relatório final da CPI das Milícias, da Alerj, de 2008, como integrante de um grupo paramilitar. Ele já foi condenado por homicídio e organização criminosa.
Na operação, foram apreendidos R$ 800 mil em dinheiro, revólveres, pistolas e 11 carros de luxo. A Justiça também determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades de várias empresas ligadas aos investigados.
Os advogados de Márcio Canella não quiseram se manifestar.
O Jornal Nacional não localizou as defesas dos outros suspeitos.
GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional
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