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Belo Horizonte,23/06/2026

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Cadela resgatada após sofrer zoofilia é morta a tiro em Tucumã, sul do Pará

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Cadela resgatada após sofrer zoofilia é morta a tiro em Tucumã, sul do Pará
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Cadela é morta a tiros em Tucumã, sul do Pará
Uma cadela morreu após ser atingida por um disparo de arma de fogo em Tucumã, no sul do Pará. O caso ocorreu na última sexta-feira (19) e é investigado pela Polícia Civil, que já identificou o principal suspeito e solicitou a prisão preventiva dele.
Conhecida como Margarida, a cadela havia sido resgatada anos antes por uma organização de proteção animal após ser vítima de zoofilia quando vivia em situação de rua.
Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento em que Margarida corre pela rua após ser baleada. Segundo a tutora, o animal ainda conseguiu chegar em casa, mas não resistiu aos ferimentos.
De acordo com testemunhas, Margarida teria se envolvido em uma briga com outro cachorro. Após o conflito já ter terminado, o tutor do outro animal teria efetuado o disparo que atingiu a cadela.
Adoção após resgate
Margarida vivia havia cinco anos com a empresária Polyana Arpini, que a adotou após o resgate realizado por uma organização de proteção animal.
"Quando eu soube do caso da Margarida, me emocionei. A ONG havia resgatado ela e eu quis adotar. Ela era dócil, amável. Eu não sei por que ele fez isso", afirmou a tutora.
Antes de ser adotada, a cadela já havia enfrentado uma trajetória marcada por violência. Segundo Laura Araújo, presidente da Associação de Proteção aos Animais de Tucumã (Apatuc), Margarida vivia em situação de rua quando foi resgatada.
"Ela vivia em situação de rua. Eu já alimentava ela e, um dia, apareceu sangrando muito. Levei ao veterinário e foi confirmado que ela havia sido vítima de zoofilia. Nós resgatamos, cuidamos dela e encontramos um lar", relatou.
A morte de Margarida gerou comoção entre moradores da cidade e protetores de animais, que cobram punição para o responsável.
"Eu quero justiça", disse a tutora.
"Justiça não pode ficar impune", afirmou a presidente da ONG.
Prisão preventiva
Segundo a Polícia Civil, imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas ajudaram na identificação do suspeito, que mora na mesma rua da tutora do animal.
A prisão preventiva do investigado já foi solicitada pela polícia. A defesa dele não havia sido localizada até a publicação desta reportagem.
O caso é investigado como crime de maus-tratos a animal. A legislação brasileira prevê pena de reclusão para quem praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais.
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