Seja bem-vindo
Belo Horizonte,17/06/2026

  • A +
  • A -

Sono, alimentação e exercício: o trio essencial na prevenção de doenças

Assessoria de Imprensa
Sono, alimentação e exercício: o trio essencial na prevenção de doenças Dr. Leonardo Kyrillos - Médico, pós graduado em nutrologia e medicina esportiva.

A busca pela longevidade e pela prevenção de doenças crônicas passa, obrigatoriamente, pelo equilíbrio de três pilares fundamentais: o sono, a alimentação balanceada e a prática
regular de exercícios físicos
.

Leonardo Kyrillos, médico pós-graduado em nutrologia e medicina esportiva, alerta que, embora o avanço da medicina tenha trazido recursos inovadores para o controle do peso, como ascanetas emagrecedoras”, o uso isolado de medicações sem a manutenção desses hábitos básicos é insuficiente para garantir a saúde integral.

O emagrecimento saudável vai muito além da perda de
peso na balança.

“A obesidade é uma doença crônica, progressiva e multifatorial, influenciada por genética, comportamento, alimentação, sono, saúde emocional, nível de atividade
física, ambiente e metabolismo. Os medicamentos ajudam principalmente no controle do apetite, da fome hedônica, da saciedade e do controle glicêmico, mas não substituem hábitos de vida saudáveis. Quando o paciente perde peso sem mudar a alimentação, se mantém sedentário e não melhora a qualidade do sono, ele pode até diminuir o número na balança, mas continua metabolicamente doente”
, explica o Dr. Leonardo Kyrillos.

A base de tudo: o trio da prevenção

A pirâmide da qualidade de vida é sustentada pela harmonia entre o descanso, a nutrição e a atividade física. O sono não é apenas um momento de repouso. Ele é um aliado direto na prevenção da obesidade, na melhoria do condicionamento físico e na redução da resistência à insulina.

De acordo com o médico, dormir bem influencia praticamente todos os sistemas do organismo, já que é durante o sono que ocorre a regulação hormonal, recuperação muscular, consolidação da memória, equilíbrio do sistema imunológico e controle do metabolismo.

A privação de sono aumenta a produção de cortisol, o “hormônio do estresse”, e altera hormônios relacionados à fome e saciedade, aumentando a grelina, que estimula o apetite, e reduzindo a leptina, responsável pela sensação de saciedade.

“Por isso, quem dorme mal tende a sentir mais fome, buscando a energia que não foi recuperada durante o sono na comida. Além disso, dormir pouco está associado a maior risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, pior desempenho físico, redução da recuperação muscular e da cognição e piora da saúde mental”, alerta Kyrillos.

Ainda segundo o Dr. Kyrillos, estudos mostram que dormir menos de seis horas regularmente pode reduzir a sensibilidade à
insulina
e aumentar marcadores inflamatórios mesmo em pessoas jovens e saudáveis:

“A resistência à insulina acontece quando as células do organismo passam a responder menos à ação da insulina, obrigando o corpo a produzir quantidades cada vez maiores desse hormônio para manter a glicose, o “açúcar no sangue” sob controle. Esse processo está diretamente ligado ao desenvolvimento de diabetes tipo 2. Reduzir a resistência à insulina significa melhorar a capacidade do organismo de utilizar glicose de maneira eficiente, exigindo menos insulina
para funcionar adequadamente”.

Além disso, exercícios físicos exercem efeitos que nenhuma medicação consegue reproduzir completamente, como aumento da massa muscular, melhora da capacidade cardiovascular, fortalecimento ósseo, melhora da saúde mental, além do aumento da sensibilidade à insulina.

“As principais diretrizes nacionais e internacionais reforçam que o tratamento da
obesidade deve ser multidisciplinar, envolvendo alimentação, exercício, sono, saúde mental e acompanhamento médico contínuo”
, explica o médico.

Da mesma forma, uma alimentação colorida e nutritiva é o combustível necessário para o bom funcionamento dos sistemas imunológico e digestivo, elevando também a qualidade do humor e do metabolismo. Quando somada aos exercícios físicos — que atuam como uma "fábrica" de hormônios como serotonina e endorfina —, o corpo alcança um estado de bem-estar físico e mental que vai muito além da perda de peso.

O papel das "canetas emagrecedoras" e a ciência

As populares "canetas emagrecedoras" (análogos de GLP1, como a semaglutida, tirzepatida e a liraglutida) possuem uma eficácia inegável no tratamento da obesidade. Em muitos casos, essas medicações auxiliam de forma tão significativa que podem eliminar a necessidade de intervenções mais invasivas, como
cirurgias bariátricas, ao promoverem saciedade e reduzirem a fome em cerca de 40%.

“No entanto, é importante esclarecer que a cirurgia bariátrica continua sendo uma ferramenta extremamente eficaz e, em
alguns casos, necessária. Ainda assim, mesmo após a cirurgia, os pilares permanecem os mesmos: alimentação adequada, exercício físico, sono de qualidade e acompanhamento multiprofissional. Sem isso, inclusive, é frequente a recuperação do peso pelo paciente após um período da operação”
, esclarece o médico.

Apesar da eficácia, a ciência reforça que essas medicações
não fazem milagres sozinhas
. De acordo com uma pesquisa publicada na revista científica Obesity Pillars em junho de 2025, a perda de peso rápida e intensa sem o devido suporte pode levar a quadros graves de deficiência nutricional. O estudo, que analisou 461 mil adultos, rev
elou que 12,7% dos pacientes desenvolveram carências de vitaminas e minerais em apenas seis meses de tratamento, chegando a 22,4% após um ano.

 Riscos e acompanhamento médico

A pesquisa da Obesity Pillars destacou que as deficiências mais comuns ocorrem na Vitamina D, no ferro e nas vitaminas do complexo B. Isso acontece porque a redução drástica na ingestão de alimentos, causada pelo esvaziamento
gástrico mais lento e pela saciedade prolongada, compromete a absorção de nutrientes essenciais para as funções metabólicas e musculares.


“Essas medicações não são isentas de efeitos colaterais e, dependendo da droga utilizada, podem causar náuseas, vômitos, perda excessiva de massa muscular,
desnutrição, alterações gastrointestinais, cálculos biliares, pancreatite (raramente) e deficiências nutricionais. Existe ainda um risco silencioso: emagrecer perdendo músculo em vez de gordura. Sem acompanhamento médico também
podem passar despercebidas doenças associadas, como hipotireoidismo, apneia do sono, diabetes, compulsão alimentar e alterações hormonais. O objetivo não é
apenas perder peso, mas sim emagrecer/perder gordura, melhorando a composição corporal, saúde metabólica, capacidade física e longevidade”
, considera Dr .Leonardo Kyrillos.

Portanto, o uso de medicamentos para redução de
peso deve ser sempre acompanhado por profissionais de saúde
. Não adianta buscar o caminho mais curto se o básico — comer bem, exercitar-se e dormir com qualidade — for negligenciado. Afinal, a verdadeira saúde é o resultado de um corpo são e uma mente sã em pleno equilíbrio.

 

ESPECIALISTA

Dr. Leonardo Kyrillos é médico, pós graduado em nutrologia e medicina esportiva.

Formado pelo Centro Universitário São Camilo (CUSC). Possui pós-graduação em Nutrologia pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), em parceria com a Faculdade Campos Elíseos (FCE), com formação realizada no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo (IAMSPE). Também é pós-graduado em Medicina Esportiva pela Faculdade Phorte.

Atua nas áreas de nutrologia e medicina esportiva, com foco em saúde, prevenção de doenças, bem-estar e qualidade de vida.







COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.