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Belo Horizonte,15/06/2026

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Análise: Acordo entre EUA e Irã já deve ter validade a partir de assinatura

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Análise: Acordo entre EUA e Irã já deve ter validade a partir de assinatura

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o vice-presidente americano, JD Vance, assinaram virtualmente um memorando de entendimento com o Irã nesta segunda-feira (15). De acordo com o analista sênior de Internacional da CNN, Américo Martins, ao Bastidores CNN, o acordo provisório entre os dois países já está em vigor a partir dessa assinatura digital.


“Em tese, o acordo entre Irã e Estados Unidos já estaria valendo a partir dessa assinatura”, afirmou Américo Martins. O documento também foi assinado pelo presidente do parlamento iraniano, Mohammad Ghalibaf.


Detalhes do acordo serão divulgados em breve


Ainda não está totalmente claro o que ocorrerá na sexta-feira (19), se haverá algum tipo de cerimônia para marcar formalmente o acordo. Segundo as fontes do governo americano, os detalhes exatos do documento serão divulgados publicamente nas próximas 24 a 48 horas.


“Os dois lados assinaram o documento, mas nem todos os detalhes ainda são públicos”, destacou o analista.


As autoridades americanas afirmaram que Ghalibaf teria autoridade para assinar o acordo temporário por representar diretamente o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, que assumiu o cargo logo após a morte de seu pai, Ali Khamenei, morto no início do conflito entre os dois países.


Estreito de Ormuz e impacto no petróleo


O governo americano indicou que a abertura do Estreito de Ormuz já começará a ocorrer nas próximas horas, com um aumento gradual no número de navios trafegando pela região.


Segundo Américo Martins, esse movimento deverá ter impacto direto no preço do petróleo, contribuindo para sua queda. “A gente vai começar a ver um aumento no número de navios trafegando pelo Estreito de Ormuz, o que vai ter um impacto no preço do petróleo“, explicou o analista.


As mesmas fontes americanas estimam que, em aproximadamente duas semanas, o tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz deverá crescer de forma muito mais expressiva. Isso porque os navios atualmente ancorados na região do Golfo Pérsico precisam se preparar logisticamente para a retomada das rotas e obter garantias de segurança antes de zarpar.




Gestos de boa vontade e presença militar mantida


O governo americano sinalizou ainda a possibilidade de realizar gestos de boa vontade em relação ao Irã, o que incluiria a liberação parcial de recursos financeiros iranianos congelados no Sistema Financeiro Internacional.


O Irã teria solicitado a liberação de US$ 24 bilhões. No entanto, segundo Américo Martins, dificilmente os Estados Unidos liberariam tudo de uma vez, condicionando esse passo ao cumprimento, pelo Irã, de sua parte no acordo.


Paralelamente, as fontes do governo americano — inclusive presentes no G7, onde o analista se encontrava — afirmaram que os Estados Unidos manterão presença militar na região do Golfo Pérsico durante o período em que os dois lados continuarem as negociações e trabalharão para resolver outras pendências não contempladas neste acordo provisório, ao longo dos próximos 60 dias.



Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.




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