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Belo Horizonte,15/06/2026

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Procon-PB notifica empresas de estacionamento após cobrança de R$ 70 por vaga no São João de Campina Grande

g1.globo.com
Procon-PB notifica empresas de estacionamento após cobrança de R$ 70 por vaga no São João de Campina Grande


Parque do Povo lotado no São João de Campina Grande
Maria Eduarda Batista
O Programa de Proteção e Defesa do Consumidor da Paraíba (Procon-PB) iniciou, nesta segunda-feira (15), uma ação de fiscalização em estacionamentos no entorno do Parque do Povo, em Campina Grande, após identificar cobranças de até R$ 70 por vaga durante o período do São João.
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Segundo o órgão, pelo menos dois estabelecimentos, que não tiveram os nomes divulgados, foram notificados e terão de apresentar a justificativa sobre os preços cobrados aos motoristas.
O superintendente do Procon-PB, Félix Neto, disse que a operação começou após o recebimento de reclamações de consumidores e turistas, na última sexta-feira (12).
"Já notificamos dois estabelecimentos praticando preço de R$ 70. Setenta reais representam 5% do salário mínimo. Isso quer dizer que, se o trabalhador for duas vezes ao Parque do Povo, 10% do salário fica lá, somente no estacionamento, apenas para parar o carro”, afirmou.
Segundo ele, os estabelecimentos precisam explicar como o valor é definido, já que não é possível justificar o preço apenas pelo período junino.
"Não é possível que seja um preço porque é São João. Se a explicação for essa, é mais do que abusivo. Não vamos abrir mão do direito do consumidor”, disse.
O superintendente afirmou ainda que a fiscalização também vai ocorrer nos municípios de Patos e Bananeiras.
Empresa é notificada após venda de baldes de gelo a R$ 50
A atuação do Procon-PB no São João de Campina Grande já havia ocorrido em outra situação neste ano, quando o órgão notificou a empresa responsável pela organização da festa após identificar a venda de baldes de gelo por R$ 50.
Na ocasião, a empresa teve prazo para apresentar notas fiscais de aquisição do produto e documentos que sustentassem o valor cobrado.
Procurada pelo g1, a empresa informou que o assunto estava sendo discutido internamente antes da divulgação de um posicionamento oficial.
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