Às vésperas da Copa, política de imigração dos EUA provoca incerteza e temor entre torcedores e profissionais do mundo todo

EUA proíbem árbitro da Somália escalado para a Copa de entrar no país
Às vésperas da Copa, a política de imigração dos Estados Unidos está provocando incerteza e temor entre torcedores e profissionais do mundo todo. Nesta segunda-feira (8), um dos árbitros convocados para o Mundial foi mandado de volta para casa pelas autoridades americanas - e direto do aeroporto.
Omar Artan estava escalado para os jogos da Copa. Seria o primeiro somali a atuar como juiz no Mundial. Mas, logo depois de pousar em Miami, foi colocado em um voo para a Turquia. Autoridades da Somália informaram à agência de notícias France-Presse que Artan possuía um visto válido.
A Somália é um dos muitos países afetados por limitações de viagem impostas pelos Estados Unidos. Mas, até agora, não se sabe exatamente por que ele foi barrado. Se houve algum motivo específico ou se foi devido à restrição ao país.
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Entre os 48 países da Copa, quatro enfrentam restrições impostas pelo governo Trump: Irã, Haiti, Senegal e Costa do Marfim - a mesma imposta à Somália. Cidadãos do Irã e do Haiti estão na categoria de proibição total de viagem aos Estados Unidos. Na decisão de junho de 2025, a Casa Branca afirmou que é por motivos de segurança nacional. Já visitantes do Senegal e da Costa do Marfim podem pedir alguns vistos, mas têm restrições ou validade limitada.
Os Estados Unidos assinaram um documento da Fifa se comprometendo a facilitar a concessão de vistos ou simplificar procedimentos já existentes, de maneira não discriminatória. O documento prevê uma exceção: não afetar negativamente as regras nacionais de imigração e segurança desses países-sede.
Às vésperas da Copa, política de imigração dos EUA provoca incerteza e temor entre torcedores e profissionais do mundo todo
Jornal Nacional/ Reprodução
Nesta segunda-feira (8), o responsável pela política migratória dos Estados Unidos, Tom Homan, afirmou que vai aumentar o número de agentes do ICE em Nova York - a polícia de imigração. Ele não disse quando, mas o anúncio gera medo entre os imigrantes neste período de Copa.
Funcionários que vão trabalhar no estádio de Los Angeles ameaçam entrar em greve caso o governo federal faça operações de combate à imigração nos jogos. Um número considerável deles é imigrante.
Na noite desta segunda-feira (8), a Fifa se manifestou sobre a decisão do governo americano de impedir a entrada do árbitro Omar Artan. Declarou que, em todos os eventos da Fifa, é o governo anfitrião que decide quem recebe o visto e tem autorização para entrar no país.
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