UFMT suspende aulas presenciais em meio a investigação da polícia
A UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso) suspendeu as aulas presencias dos alunos do 1º semestre do curso de Engenharia Civil após a ameaça de um policial federal e a repercussão de uma suposta troca de mensagens entre dois alunos. Nelas, eles teriam mencionado a criação de uma “lista de alunas estupráveis” do campus de Cuiabá.
Inicialmente, as aulas presenciais foram suspensas desde a última quinta (14) até segunda (18), mas a medida foi estendida por tempo indeterminado conforme as investigações. Em nota, a faculdade disse prezar pela segurança e estabilidade no campus.
“A Universidade reforça que segue colaborando integralmente com as investigações conduzidas pelas autoridades competentes e reafirma seu compromisso com a proteção da comunidade acadêmica, o respeito aos direitos humanos e a promoção de um ambiente universitário seguro e responsável.”
Os dois alunos são da Faculdade de Engenharia e da Faculdade de Direito, que não teve alteração nas aulas. Após serem suspensos pela UFMT, um homem, que teria se apresentado como pai de um dos envolvidos, foi à universidade na quarta (13).
De acordo com a instituição, em tom ameaçador, afirmou que se o filho “não se formasse, os demais também não se formariam.”
Segundo a corporação, o autor das falas é um policial federal da ativa e já foi intimado para ser ouvido na 3ª Delegacia de Polícia de Cuiabá, no entanto, ainda não compareceu para depoimento.
O pai do estudante também registrou um boletim de ocorrência afirmando que o filho foi vítima de ameaça por outros estudantes e que, por isso, ele teria ido à UFMT.
O que diz a reitoria
Marluce Aparecida Souza e Silva, reitora da UFMT, publicou um vídeo nas redes sociais em que diz que a direção não teve acesso à troca de mensagens.
“Essa lista não chegou nas mãos da reitoria. O que existe é um diálogo estabelecido entre os dois estudantes, onde eles mencionam meninas e apontam características. Eles não nominam, mas apontam características físicas de cada uma delas”, disse a reitora.
Mulheres são maioria no ensino superior, com 59% das matrículas




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