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Belo Horizonte,14/05/2026

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Nosso segmento é mais protegido de inadimplência, diz CEO da Veste S.A

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Nosso segmento é mais protegido de inadimplência, diz CEO da Veste S.A

A Veste S.A., dona de marcas como Le Lis e Dudalina, registrou o melhor desempenho para um primeiro trimestre nos últimos sete anos.


A companhia encerrou os três primeiros meses de 2026 com lucro líquido de R$ 11,4 milhões, revertendo o prejuízo registrado no mesmo período do ano anterior.


A receita líquida ajustada superou os R$ 306 milhões, representando uma alta de 14%, impulsionada pela força das marcas e pela expansão das vendas digitais.


Outro destaque do balanço foi o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), que apresentou crescimento expressivo de 46%, alcançando R$ 68 milhões. Segundo a companhia, o resultado reflete maior disciplina financeira e o foco em produtos de maior valor agregado, como as linhas de alfaiataria e exclusividade.




Segmento premium como proteção ao cenário macroeconômico


Em entrevista exclusiva ao CNN Money, Alexandre Afrange, CEO da Veste S.A., atribuiu parte do bom desempenho ao perfil do público atendido pelas marcas da companhia.


“A gente trabalha aqui num segmento que é mais protegido dessas movimentações macroeconômicas”, afirmou. “A nossa margem bruta, que gira em torno de 65%, trata com um público que tem um poder aquisitivo um pouco mais alto e está um pouco mais protegido dessas movimentações macroeconômicas.”


Afrange destacou ainda que a estratégia central não é apenas oferecer produtos de alto valor agregado, mas, sobretudo, vender mais a preço cheio.


“Quando você trabalha com muita promoção, você acaba canibalizando os seus próprios produtos da marca”, explicou, ressaltando que o foco na venda a preço cheio garante um resultado mais consistente e sustentável.


Desempenho diferenciado entre as marcas do portfólio


O portfólio da Veste S.A. apresentou ritmos de crescimento distintos entre suas marcas.


A Bobô liderou a expansão com alta de 30,7%, impulsionada pela introdução de novas linhas voltadas à exclusividade e sofisticação. A Le Lis, principal marca da companhia e responsável por cerca da metade da receita, cresceu 13,9%, em linha com o planejamento da empresa.


Já a Dudalina registrou crescimento de 3% no consolidado, mas Afrange esclareceu que, ao se analisar o indicador de same store sales — que compara lojas abertas na mesma base do ano anterior —, o crescimento foi de 10%.


Ele explicou que a diferença se deve a um processo intenso de franqueamento de lojas da marca, o que gerou repasses e afetou o número consolidado. “Estamos bem contentes com as marcas e bem de acordo com o planejado para esse ano”, concluiu.


















Endividamento saudável e expansão física estratégica


Afrange também abordou o impacto do ambiente de juros elevados sobre as finanças da companhia.


Segundo ele, o nível de endividamento da Veste S.A. é baixo, situando-se em 0,6 vezes o Ebitda.


“A dívida já foi um ponto de atenção. Hoje é apenas um ponto de acompanhamento”, disse. “A nossa estrutura de capital está muito sólida e muito bem organizada.”


Nesse contexto, a abertura de quatro lojas na expansão do Morumbi Shopping, realizada cerca de um mês antes da entrevista, foi descrita como parte de uma estratégia deliberada de crescimento.


A companhia conta atualmente com 172 lojas próprias e acredita na complementaridade entre o canal físico e o digital.


Integração entre lojas físicas e canais digitais


Sobre a estratégia omnichannel, Afrange defendeu que os canais físico e digital se complementam.


“Na nossa visão e na nossa estratégia, um canal vem para complementar o outro”, afirmou.


Ele destacou que as lojas físicas oferecem acolhimento, ambientação e contato direto com a equipe de vendas, enquanto o canal digital proporciona agilidade e conveniência. Os aplicativos da companhia já respondem por cerca de 26% das vendas digitais.


Afrange ainda observou que a conversão nas lojas físicas aumentou nos últimos tempos, pois os clientes costumam pesquisar previamente pelo site e chegam às lojas já sabendo o que desejam comprar.


“Quando você atende o seu cliente da forma como ele quer ser atendido, no tempo que ele quer ser atendido, esse é o nosso objetivo”, concluiu.


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Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.




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