MP-AP recomenda que provas do concurso da Prefeitura de Mazagão não sejam corrigidas

MPE investiga fraude em concurso público da prefeitura de Mazagão
O Ministério Público do Amapá (MP-AP) recomendou que os malotes com provas e cartões-resposta do concurso da Prefeitura de Mazagão não sejam abertos. A decisão faz parte da Operação Gabarito, que investiga suspeitas de fraude no processo seletivo.
O documento foi enviado à banca organizadora do concurso. O MP determinou que não haja correção das provas nem divulgação de resultados parciais. Para o órgão, avançar na correção poderia confirmar a fraude, dificultar a identificação de irregularidades e gerar prejuízos aos candidatos e ao município.
Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça
O Ministério Publico também ordenou que todo o material fique sob custódia para garantir a preservação das provas. Em 26 de abril, o órgão cumpriu nove mandados de busca e apreensão para apuraras as suspeitas de fraude.
Para avançar nas investigações, o MP-AP solicitou que a banca entregue, em até 72 horas, um relatório com os nomes e registros de acesso de todos os funcionários que tiveram contato com os locais onde os malotes foram guardados.
O órgão também afirma que, caso a recomendação não seja cumprida, poderá entrar com ação judicial e pedir a suspensão total do concurso.
LEIA MAIS:
Operação apura fraude em concurso da Prefeitura de Mazagão; gabaritos teriam sido vendidos por até R$ 30 mil
STF mantém afastamento de vice-prefeito de Macapá por suspeita de fraude na saúde
Segundo o MP, avançar na correção confirmaria a fraude no concurso.
Brenda Melo/Arquivo Pessoal
Operação Gabarito
O Ministério Público do Amapá (MP-AP) realizou no dia 26 de abril a "Operação Gabarito” em Mazagão, na região metropolitana de Macapá. Segundo o MP, a investigação começou após troca de informações com a Polícia Federal (PF).
As apurações apontam que gestores da prefeitura e outros envolvidos teriam se reunido para fraudar o concurso realizado neste domingo.
De acordo com o órgão, os suspeitos teriam vendido gabaritos, para pessoas vinculadas a eles, das provas por valores entre R$ 10 mil e R$ 30 mil, dependendo do cargo.
Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá
VÍDEOS com as notícias do Amapá:




COMENTÁRIOS