Petróleo acumula alta de 45% desde o início da guerra no Oriente Médio
O preço do barril de petróleo do tipo Brent, referência para a Europa e para o Brasil, registrou uma alta acumulada de 45% desde o início do conflito no Oriente Médio, em 28 de fevereiro. O valor, que estava em US$ 72 antes da guerra, fechou a semana passada cotado a US$ 105.
O analista Fernando Nakagawa explicou, no CNN 360°, que após algumas oscilações nas últimas semanas, quando havia expectativa de um possível cessar-fogo, o preço voltou a subir com força diante da continuidade do conflito. “Durante os últimos dias, a gente teve momentos que pareciam que a guerra estava, quem sabe, talvez, acabando. Isso gerou uma acodomação de preços, mas o noticiário não confirmou isso e os preços, infelizmente, voltaram a subir”, afirmou.
A alta no valor internacional do petróleo gera impacto direto nos preços dos combustíveis no Brasil. Segundo o analista, atualmente existe uma defasagem significativa entre os preços praticados pela Petrobras e os valores internacionais. No caso do diesel, a diferença chega a aproximadamente 50%, enquanto na gasolina é de cerca de 20%.
Risco de desabastecimento
A discrepância entre os preços nacionais e internacionais causa preocupação, especialmente em relação ao diesel, já que o Brasil depende de importações para suprir entre 20% e 25% do consumo interno. “Se o preço praticado pela Petrobras é tão menor que o visto no exterior, nenhum importador vai querer importar para ter prejuízo”, alertou Nakagawa.
O analista destaca que, mesmo com uma leve queda no pregão desta segunda-feira (27), quando o barril voltou a ficar ligeiramente abaixo dos US$ 100 devido a novas esperanças de negociações mais positivas, a situação permanece preocupante. “Este assunto está sendo monitorado muito de perto. A preocupação tinha diminuído um pouco nessas duas semanas de noticiário um pouco mais propositivo. Mas agora, com os preços voltando à casa dos 100 dólares, essa preocupação volta a acontecer”, concluiu.
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