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Belo Horizonte,25/04/2026

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Este jovem transformou uma frustação em negócio paralelo que projeta faturar R$ 2,5 milhões no primeiro ano

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Este jovem transformou uma frustação em negócio paralelo que projeta faturar R$ 2,5 milhões no primeiro ano


Em setembro de 2024, Brian Youngblood, de 28 anos, iniciou seu MBA na Harvard Business School. Apenas dois meses depois, em novembro, surgiu a ideia do negócio por causa de uma frustração recorrente: ele nunca conseguia comer o pote de hummus (pasta árabe feita a partir do grão-de-bico cozido) inteiro e acabava jogando o resto fora, uma vez que o produto estragava rapidamente após aberto.
Antes disso, ele trabalhou em operações de manufatura em uma startup de combate ao desperdício de alimentos. Lá, ficou chocado ao aprender que mais de um terço dos alimentos produzidos é desperdiçado, e a maior parte disso acontece no nível do consumidor. "Isso me fez pensar que pode haver maneiras melhores de evitar o desperdício desde o início", comenta ele ao Entrepreneur.
Além do tamanho das porções, Youngblood notou que o hummus de supermercado dependia de conservantes e óleos de soja ou canola. Após pesquisar e perceber que essa era uma dor comum, ele fundou a Prest: marca de hummus em pó de longa duração, feito para que o consumidor prepare exatamente a quantidade que deseja comer no momento, garantindo frescor e desperdício zero.
O caminho até o sucesso não foi imediato. Em novembro de 2024, o estudante serviu a primeira versão aos colegas e qualquer outra pessoa que quisesse experimentar. Durante todo o ano de 2025, ele aperfeiçou a receita. A produção começou em seu dormitório, mas o calor do cozimento o obrigou a transferir a produção para uma loja de donuts que permitiu que ele usasse a cozinha depois do expediente.
"Durante meses, eu pedalava 20 minutos com grão-de-bico na mochila, preparava fornadas e fazia testes cegos", relembra.
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Ao perceber que seu negócio exigia uma abordagem prática distinta dos modelos tradicionais de escolas de negócios, o empreendedor buscou suporte especializado em redes externas. Ele recorreu a mentorias, ex-alunos e comunidades focadas no setor de bens de consumo embalados (CPG, sigla em inglês para Consumer Packaged Goods), como Startup CPG, CPGD e Naturally Network, para estruturar a base da operação. "Foram cruciais para me ajudar a descobrir como começar e quais ferramentas eu deveria usar", comenta Youngblood.
Além disso, o fundador priorizou a participação em feiras setoriais, como a FancyFood e a IFT, para conseguir possíveis fornecedores e estabelecer parcerias estratégicas. Para ele, o impulsionamento do negócio depende principalmente de conexões presenciais e do compartilhamento de propósitos autênticos, contando com a natureza colaborativa da comunidade de CPG para superar desafios e ganhar escala.
Após os ajustes na receita, o morador de Boston (EUA) pegou suas economias para ajudar na fabricação, criação da marca e na estruturação da empresa para realizar o lançamento inicial. A Prest lançou o produto em março deste ano com os sabores: Limão e Endro, Alho Assado e Pimenta Vermelha com Harissa.
Os primeiros três sabores da Prest
Reprodução/Linkedin
Para Youngblood, o aspecto mais desafiador e surpreendente ao criar um negócio voltado ao consumidor é a necessidade de lidar com o desconforto. Ele ressalta que a construção de uma marca exige uma exposição constante que, no início, pode parecer estranha ou intimidante, gerando hesitação na hora de divulgar o trabalho.
Para superar essa barreira, o CEO recorreu a uma abordagem de "terapia de exposição", o que foi fundamental para que ela passasse a lidar com naturalidade com a vulnerabilidade de se colocar à frente do negócio. Em sua visão, esse preparo psicológico para a visibilidade é algo para o qual os novos empreendedores raramente estão preparados, mas que é essencial para o sucesso no setor.
"Você percebe rapidamente que os riscos são muito menores do que você imagina, e perde muitas oportunidades se não se expuser", comenta.
Atualmente, os produtos são vendidos de forma online pelo site da Prest e pela loja do TikTok. O crescimento tem sido totalmente orgânico, baseado no boca boca, redes sociais e degustações presenciais. Na primeira semana, faturou cerca de US$ 3.600 (aproximadamente R$ 18 mil) e a meta é fechar o próximo mês de US$ 7.000 (R$ 35 mil).
O próximo passo é a entrada em feiras de produtores e pontos de distribuição, com o objetivo de incluir o produto em cestas de produtos frescos e kits presenteavéis. A expectativa é alcançar US$ 500.000 (R$ 2, 5 milhões) em vendas no primeiro ano.
"Comece antes de se sentir totalmente preparado e fale sobre o que você está construindo. Há pouquíssimas vantagens em manter sua ideia em segredo e um enorme benefício em compartilhá-la. E, use plataformas, parceiros e sistemas para que você possa se concentrar no que realmente importa: colocar o produto nas mãos das pessoas e dedicar tempo a aprender com elas"; aconselha Youngblood.




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