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Belo Horizonte,17/04/2026

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Robson Caetano: Oscar fez o Brasil virar a página no Pan-Americano de 1987

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Robson Caetano: Oscar fez o Brasil virar a página no Pan-Americano de 1987
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Em entrevista ao Hora H, o ex-atleta olímpico Robson Caetano prestou homenagem a Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro que faleceu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos. Robson destacou a autenticidade e a dedicação do “Mão Santa”, relembrando momentos marcantes da trajetória do ícone do esporte nacional.


Robson descreveu Oscar como “uma figura fora da curva”, que conseguia cativar a atenção das pessoas não apenas por sua estatura física, mas principalmente por sua gentileza. “Ele era uma pessoa extremamente gentil, que tinha como parceira a Maria Cristina”, afirmou, expressando seus sentimentos à família do ex-jogador.


Vitória histórica em Indianápolis


O destaque da conversa foi a lembrança do Pan-Americano de 1987, quando Brasil e Robson Caetano foram contemporâneos na delegação brasileira. “Nós estivemos juntos no Pan-Americano de 1987, um Pan-Americano memorável”, relembrou Robson, que conquistou a medalha de prata nos 200 metros rasos naquela competição.




O ex-velocista narrou com entusiasmo a vitória histórica do Brasil sobre os Estados Unidos no basquete, em pleno solo americano. “Ver o que aquela seleção de basquete produziu em quadra, liderada por esse gênio que chamavam de ‘Mão Santa’, foi incrível”, destacou. Segundo Robson, a estratégia brasileira incluía forçar os americanos a arremessarem de três pontos, aproveitando-se de uma fraqueza da equipe local nesse fundamento.


“Nós viramos a página naquele momento e apresentamos algo muito impressionante e importante, que o brasileiro tem a capacidade de se superar em momentos difíceis”, afirmou Robson, lembrando que as apostas estavam todas a favor dos Estados Unidos. A vitória em Indianápolis marcou profundamente o esporte brasileiro e consagrou Oscar Schmidt como um ídolo nacional.


Amor pela seleção brasileira


Robson também destacou o patriotismo de Oscar e sua decisão de não jogar na NBA para continuar defendendo a seleção brasileira. “Ele recebeu o convite para jogar o basquete americano e o recusou porque teria que desistir da camisa verde e amarela”, explicou, referindo-se às regras da época que impediam atletas profissionais de competir por seus países.


O ex-corredor relembrou uma conversa marcante que teve com Oscar após o Pan-Americano de 1987, quando o jogador de basquete lhe disse: “Robson, eu não sei fazer outra coisa se não jogar basquete. Eu vou jogar basquete até os últimos dias da minha vida”. Esta frase, segundo Robson, o fez entender a importância do pós-carreira, caminho que Oscar trilhou com sucesso como palestrante.


“Nós somos uma geração que está indo, mas a gente está deixando um legado de vitórias, um legado de aprendizado, um legado de muita dedicação e esforço”, destacou Robson, ressaltando a importância do treinamento e da perseverança, valores que Oscar Schmidt sempre representou ao longo de sua carreira no esporte.



Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.




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