SP: “Nike” do PCC é preso após polícia apreender celular de chefe da facção
Leandro da Luz Silva, de 36 anos, conhecido como “Nike”, foi preso na manhã desta segunda-feira (6), em Mongaguá, no litoral paulista. Ele é apontado como integrante da facção PCC (Primeiro Comando da Capital).
De acordo com as investigações da Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes) de Itanhaém, “Nike” exercia a função de disciplina da organização criminosa na cidade. Ele seria o responsável por conduzir o chamado “tribunal do crime”.
A operação foi um desdobramento direto da prisão de Ariane de Pontes Rolim, conhecida como “Pandora”. Ela atuava como uma espécie de rainha da disciplina do PCC no litoral sul e no Vale do Ribeira.
Foi a partir do cruzamento de informações extraídas do celular dela, apreendido durante a sua prisão, que os investigadores conseguiram identificar Leandro e sua atuação em Mongaguá.
Com base nos indícios de participação no crime organizado, a Justiça de São Paulo expediu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão contra Nike. Durante o cumprimento das diligências, as autoridades apreenderam dois aparelhos celulares na residência.
Veja imagens da prisão de Nike:
Saiba quem é Pandora, a rainha da disciplina
Ariane de Pontes Rolim, de 30 anos, a “Pandora” ou “Penélope”, foi presa no dia 10 de março em Itanhaém, no litoral de São Paulo.
No momento da prisão, ela apresentava um ferimento no rosto decorrente de uma suposta briga familiar e informou às autoridades estar grávida de três meses.

Na hierarquia do PCC, ela é apontada como uma liderança no litoral sul e no Vale do Ribeira, também exercia a função de disciplina.
Entenda a prisão de Pandora do PCC
Essa posição faz com que ela atuasse como uma espécie de “juíza interna” do crime organizado, sendo a principal responsável por monitorar o comportamento dos membros, mediar conflitos, impor regras de conduct e ordenar castigos e punições físicas àqueles que desobedecem às diretrizes da facção.
Durante a sua prisão, os agentes apreenderam um caderno com a contabilidade do tráfico de drogas e o seu aparelho celular.
Saiba a função dela dentro da facção no litoral
A partir das informações do telefone, a Polícia Civil descobriu que Pandora gerenciava um sistema estruturado onde membros da facção lhe enviavam “boletins de ocorrência” internos através de grupos em aplicativos de mensagens.

Esses relatórios mantinham a liderança informada sobre disputas por território, fuga de policiais, brigas entre casais e invasões de domicílio. O celular também continha listas dos castigos aplicados.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo





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