Desempenho de vendas deve melhorar ainda mais, diz CFO da MRV&Co
A MRV&Co divulgou a prévia operacional do primeiro trimestre de 2026, registrando uma geração de caixa de R$ 387 milhões.
O resultado foi impulsionado pela operação de incorporação no Brasil – que somou R$ 128 milhões – e pela venda dos ativos da Resia nos Estados Unidos.
Ricardo Paixão, CFO da empresa, destacou que o desempenho positivo é resultado de uma combinação de fatores.
“Temos hoje uma demanda habitacional muito forte, um déficit habitacional que continua muito presente no país. Você tem também uma questão de funding do FGTS muito robusto, sendo impulsionado pelos bons parâmetros e pelas boas revisões que nós temos tido de forma recorrente do Minha Casa Minha Vida“, explicou.
A empresa registrou um aumento de 14% nas vendas na comparação anual. Segundo Paixão, a MRV oferece “um produto que a gente considera o melhor custo-benefício do mercado”.
Ele também destacou o reconhecimento da marca e a eficiência do time de vendas como fatores que contribuíram para o resultado positivo.
Expectativas para os próximos trimestres
A companhia reforçou os lançamentos no final do primeiro trimestre, criando um estoque estratégico para aproveitar os novos parâmetros do programa Minha Casa Minha Vida, que começaram a valer na primeira semana de abril.
“Os parâmetros do programa subiram a capacidade de compra dos clientes. Então, tem tudo para segundo, terceiro e quarto trimestres a gente ter um desempenho de vendas ainda melhor do que a gente teve no primeiro”, afirmou o CFO.
Paixão explicou que as faixas mais baixas do programa, principalmente 1 e 2, têm maior demanda devido à pirâmide populacional brasileira.
No caso específico da MRV, o grande foco está entre as faixas 1, 2 e 3. Com as novas regras, parte do que era vendido com funding do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) agora passa a ser vendido com funding do FGTS, o que pode aumentar a velocidade de vendas nos imóveis que estavam logo acima do limite do programa.
Melhora nas margens
O CFO também destacou a melhora nas margens da companhia, resultado de diversas iniciativas para ganho de eficiência tanto em custos quanto em produtividade.
“A gente tem conseguido também algumas boas negociações de terreno, onde o indicador que a gente acompanha, que é o terreno sobre o percentual do VGV, tem caído ao longo do tempo”, explicou.
Mudanças nos planos diretores das cidades também têm permitido apartamentos mais eficientes e o adensamento de projetos próximos aos grandes centros urbanos.
“A gente, a cada trimestre, empilha vendas com margens maiores e vai deixando para trás aquele restante de margens ruins que a gente teve no ciclo passado”, concluiu Paixão.
Renda até R$ 12 mil: o que muda no programa Minha Casa, Minha Vida
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