MRV&Co tem caixa de R$ 387 milhões no 1º tri, aponta prévia operacional
A MRV&Co registrou geração de caixa de R$ 387 milhões no primeiro trimestre, segundo prévia operacional divulgada na noite desta segunda-feira (6).
De acordo com informe da companhia, o resultado foi impulsionado pela venda de ativos da Resia – dentro de seu plano de desalavancagem – e pelo resultado da operação de incorporação brasileira, com geração de R$ 128 milhões.
Em comparação com o mesmo período do ano passado, a MRV Incorporação registrou alta de 13,9% em VGV (valor geral de vendas), alcançando R$ 2,469 bilhões, movimento sustentado pela resiliência da demanda e pela capilaridade da operação, segundo a empresa.
“A forte geração de caixa no trimestre reflete a evolução consistente da nossa operação, combinando crescimento com disciplina financeira e maior eficiência na execução”, afirma Ricardo Paixão, CFO da MRV&CO.
“Ao longo dos últimos trimestres, avançamos na qualidade dos projetos e na recomposição de margens, o que, aliado a um melhor equilíbrio entre produção e repasses, fortalece a nossa capacidade estrutural de geração de caixa. Esse movimento reforça a solidez do negócio e a previsibilidade dos resultados ao longo do ciclo.”
Nos primeiros três meses do ano, foram registrados R$ 2,915 bilhões em lançamentos (alta de 0,9% no ano), além de 9.747 unidades produzidas (+3,1%).
Segundo a companhia, o desempenho reforça a manutenção de um nível elevado de atividade, com consistência na execução de projetos e na reposição de estoque, em linha com a estratégia de crescimento sustentável da companhia.
Quanto a Resia, no primeiro trimestre, foram vendidos nos Estados Unidos o empreendimento Tributary, por US$ 73,3 milhões, e os terrenos Marine Creek e Tucker pelo valor de US$ 18,3 milhões.
Na prévia, a MRV ainda destaca o desempenho da subsidiária Urba, que atua no setor de empreendimentos imobiliários com planejamento urbano e loteamentos de alta qualidade.
“A operação da Urba segue melhorando e, para o ano de 2026, esperamos evolução nos indicadores operacionais e financeiros. Além do efeito sazonal, no 1T26, a geração de caixa foi negativamente impactado por uma menor cessão de recebíveis”, diz o documento.
Minha Casa Minha Vida
Ademais, a companhia destaca que já começa a capturar os efeitos das mudanças recentes no programa MCMV (Minha Casa Minha Vida).
“As mudanças no MCMV melhoram de forma relevante as condições de compra do nosso público e aumentam a aderência dos nossos produtos à demanda. Isso nos deixa bem posicionados para capturar uma melhora gradual nas vendas ao longo do ano, mantendo o foco em execução e disciplina”, finaliza Paixão.
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