Artemis II chega mais próxima da Lua: especialista fala sobre a missão
A missão Artemis II atingiu um marco histórico nesta segunda-feira (6) ao se aproximar do ponto mais próximo da Lua. A expectativa é que a tripulação bata o recorde de maior distância já percorrida por humanos em relação à Terra, superando a marca estabelecida pela missão Apolo 13.
De acordo com as informações da Nasa (Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço), o recorde será batido por volta das 14h56. A cápsula Orion, com quatro astronautas a bordo – uma mulher e três homens – entrou na esfera de influência da Lua durante a madrugada, o que significa que a gravidade lunar passou a exercer mais influência sobre a nave do que a gravidade terrestre.
Um dos momentos mais aguardados da missão acontecerá na noite desta segunda-feira, quando a tripulação perderá comunicação com a Terra por aproximadamente 40 minutos, entre 19h47 e 20h27. Isso ocorrerá porque a nave passará por trás da Lua, pela face oculta, impossibilitando a transmissão de sinais. “Não há nenhum perigo, a espaçonave não vai desaparecer e sair em outra galáxia ou dimensão. É algo totalmente esperado e calculado pela Nasa”, explicou Pedro Pallotta, especialista em astronáutica, em entrevista à CNN.
Velocidade e trajetória controladas
A missão segue uma trajetória de livre retorno, o que significa que a nave já está em curso para voltar à Terra sem necessidade de propulsão adicional. “Quando saiu da Terra, eles fizeram o que a gente chama de injeção translunar. Quando foram para o caminho da Lua, eles chegaram a praticamente 40 mil quilômetros por hora”, detalhou Pallotta.

1 de 35A agência destacou a imagem momentos após a tripulação inicicar o período de sono e desejou "bons sonhos" aos astronautas • Divulgação/NASA

2 de 35Artemis II com a Lua na mira

3 de 35A Orion capturou esta selfie de alta resolução no espaço com uma câmera montada em uma de suas asas de painéis solares durante uma inspeção externa de rotina da espaçonave no segundo dia da missão Artemis II. A imagem foi transmitida pelo Sistema de Comunicações Ópticas da Orion Artemis II

4 de 35Foto da Terra feita pela Artemis II revive imagem histórica da Apollo 17 • Nasa

5 de 35Victor Glover, Jeremy Hansen e Reid Wiseman trabalham juntos dentro da espaçonave Orion • Nasa

6 de 35Refeição dos astronautas à bordo da Orion • Nasa

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8 de 35Nave Orion rumo à Lua • Nasa

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10 de 35Imagem 1 • Nasa

11 de 35Nave Orion da Artemis II deixa a Terra para a Lua • Nasa

12 de 35Cápsula Orion segue em direção à Lua • Nasa

13 de 35Câmera da Nasa na cápsula Orion mostra a Terra de fundo • Nasa

14 de 35Placas solares da nave Orion, que vai rumo à Lua • Nasa

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33 de 35Comandante Reid observando a Terra do espaço • NASA

34 de 35Astronauta, Christina Koch, admira o planeta • NASA

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Atualmente, a velocidade da nave diminuiu para cerca de 2 mil quilômetros por hora e cairá ainda mais até passar pela Lua. Depois disso, voltará a ganhar velocidade para o retorno à Terra, quando reentrarão na atmosfera a aproximadamente 40 mil quilômetros por hora. O escudo de calor da cápsula Orion deverá atingir 2.500 graus Celsius durante a reentrada.
Os astronautas estão a cerca de 410 mil quilômetros da Terra, superando em 10 mil quilômetros o recorde anterior da Apolo 13. A comunicação nessa distância demora cerca de 2,35 segundos para ir e voltar. Segundo Pallotta, quando os astronautas passarem pelo lado oculto da Lua, terão uma visão impressionante do satélite: “Vai ser como se você tivesse uma bola de basquete esticada na frente de você”.
A missão Artemis II é parte de um programa mais amplo que visa retornar humanos à Lua após mais de 50 anos da última visita. Nas próximas missões Artemis, a expectativa é que astronautas pousem na superfície lunar, possivelmente na Artemis 4 ou 5.
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