Influenza A: especialista explica “etiqueta de tosse” para combater casos
Os casos de influenza A continuam aumentando no Brasil em patamares preocupantes. Segundo a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), com exceção do sul do país, todas as outras regiões apresentam aumento de casos da síndrome respiratória aguda grave, variando entre o patamar de alerta e o de alto risco.
A maioria dessas ocorrências tem sido motivada pelo vírus da influenza A, que em casos mais graves pode levar à morte.
De acordo com o infectologista Klinger Faico, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), o perfil de circulação do vírus tem mudado nos últimos anos. “Antigamente era muito comum, era bem marcada a questão do outono e inverno. Mas, atualmente, com essas mudanças do perfil, com as mudanças climáticas, a gente vê que até mesmo antes do outono e inverno esses vírus começam a circular”, explicou o especialista.
A influenza A é um vírus conhecido há muitos anos e possui grande potencial de mutação, o que exige atualizações anuais da vacina. “Tanto é que a vacina da gripe, anualmente, onde a gente vê as cepas dos vírus, a gente acaba vendo lá no Hemisfério Norte o que está circulando lá e a gente faz uma nova versão da vacina com essas novas cepas para dar uma proteção extra à nossa população”, destacou Faico.
Sintomas e prevenção
O especialista esclareceu que não há sintomas específicos que diferenciem a influenza A de outras infecções respiratórias. Os pacientes podem apresentar coriza, tosse, febre, dores musculares, entre outros. A identificação precisa do vírus só é possível por meio de testes específicos.
Quanto às medidas preventivas, Faico enfatizou a importância da “etiqueta da tosse“, que consiste em cobrir a boca ao tossir e manter a higiene das mãos.
“A gente precisa ter etiqueta da tosse. A gente não pode tossir, sair tossindo. A higiene das mãos, a tosse, a gente sempre fazer de uma forma para diminuir o máximo possível a exposição, a aerosolização desses componentes pelo ar”, orientou.
O infectologista também recomendou que pessoas com sintomas respiratórios fiquem em casa ou utilizem máscara ao sair. “Se está doente, tem que ficar em casa, tem que ir no posto de saúde, não pode ficar circulando, estando doente, nas demais pessoas”. Ele destacou que a máscara pode ser uma alternativa especialmente para quem convive com grupos de risco, como idosos e pessoas com comorbidades.
Por fim, Faico lembrou da importância da vacinação contra a influenza, que já está disponível. “A gente tem que incentivar todo mundo a procurar a unidade de saúde o mais rapidamente possível para atualizar o cartão vacinal, tomar a dose deste ano”, concluiu o especialista.
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