Meryl Streep cita machismo e verba baixa em “O Diabo Veste Prada”
A atriz Meryl Streep, 76, que interpreta Miranda Priestly em “O Diabo Veste Prada”, revelou em entrevista ao The Late Show que a franquia teve que lutar pelo orçamento no início das gravações do primeiro filme e citou machismo na indústria. As informações foram compartilhadas pelo portal Deadline, nesta sexta-feira (3).
Meryl disse que na época em que foi lançado, em 2006, o longa era considerado um “filme de mulherzinha” – o que dificultou a captação de orçamento para a adaptação do romance de Lauren Weisberger para as telonas.
“Vinte anos atrás, era classificado como um ‘filme de mulherzinha’, e essa classificação não se sustentou bem depois de ‘Barbie’ e ‘Mamma Mia!’ — só para citar alguns — e outros filmes que pegaram os estúdios de surpresa, mostrando que as pessoas querem vê-los porque têm garotas no centro da história, mulheres no centro da história”, disse em entrevista ao The Late Show com Stephen Colbert.
A atriz afirmou ainda que tiveram que “se virar com o orçamento” e ressaltou que isso aconteceu também com outros títulos.
“Então, tivemos que nos virar com o orçamento. E isso foi verdade […] Conversei com Greta Gerwig [que atuou em Barbie] sobre isso, e foi um pouco verdade também com ‘Barbie‘, em comparação com o que eles [produtores] gastam em outros filmes. Neste, querida, eles gastaram o dinheiro”, acrescentou em referência à continuação dos filmes em que ela atua.
20 anos depois, Meryl Streep volta para o segundo filme da franquia, “O Diabo Veste Prada 2”, e irá atuar novamente ao lado de Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci.
O longa ainda conta com Simone Ashley, Lucy Liu, Justin Theroux, Kenneth Branagh, e Patrick Brammall no elenco. A obra deve ser lançada no Brasil no dia 30 de abril.





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