Rastreamento do câncer de próstata diminui mortalidade, diz médico a Kalil
O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens no Brasil, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer), cerca de 78 mil novos casos da doença são estimados para cada ano do triênio 2026-2028 – e cerca de 75% dos quadros acontecem a partir dos 65 anos.
Apesar da alta estatística, o diagnóstico precoce garante até 95% de chances de cura, o que torna o acompanhamento médico e o rastreamento fundamentais. É o que debate o Dr. Roberto Kalil e seus convidados, oncologista Fernando Maluf e o urologista Rafael Coelho, no “CNN Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista” deste sábado (4).
“A próstata é um órgão que faz parte do sistema reprodutor masculino. Ela é responsável pela produção da maior parte do líquido seminal, importante para a proteção e nutrição do espermatozoide”, explica Coelho. “O câncer de próstata nada mais é, como todo tipo de câncer, uma proliferação de células da próstata de uma maneira descontrolada”, acrescenta.
A doença costuma ser silenciosa, conforme explica Maluf. “Geralmente, o câncer de próstata não tem sintomas, pelo menos esse é o ideal – diagnosticar o paciente em que a doença é tão pequena e tão contida na glândula que ela não se manifesta”, afirma.
O especialista explica, ainda, que os sintomas geralmente aparecem nos casos mais avançados. “Se o câncer atinge um certo tamanho, ele também pode causar esse tipo de sintoma”, afirma. No caso, os sinais de alerta podem incluir dificuldade de urinar e necessidade frequente de ir ao banheiro.
Durante a entrevista, os médicos falam também sobre as possíveis causas para o câncer de próstata, listam os grupos de risco, métodos de diagnóstico, opções de tratamento e os avanços nas pesquisas, incluindo novos protocolos e técnicas cirúrgicas que ajudam a minimizar os efeitos colaterais da doença.
Os especialistas apresentam, ainda, os mitos e medos que preocupam os homens diante da doença. “Existe ainda um pouco de preconceito [em relação aos exames de rastreamento, como toque retal e PSA], mas com o surgimento dessas campanhas de Novembro Azul e a disseminação da importância do diagnóstico precoce, isso vem diminuindo ao longo do tempo. E mais do que isso: nós temos que desvincular o rastreamento e o diagnóstico de câncer de próstata do toque retal. A visita do homem ao médico para promover saúde masculina, em termos de saúde cardiovascular e outras questões além do simples exame de próstata, é o foco da campanha hoje”, analisa Coelho.
“Já está claro: o rastreamento do câncer de próstata diminui a mortalidade da doença”, ressalta o especialista.
“CNN Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista” será exibido neste sábado, 04 de Abril, às 19h30, na CNN Brasil.





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