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Belo Horizonte,05/04/2026

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GDF tentou usar TCU para contornar BC e permitir compra do Master pelo BRB

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GDF tentou usar TCU para contornar BC e permitir compra do Master pelo BRB
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O GDF (governo do Distrito Federal) tentou atuar no TCU (Tribunal de Contas da União) para viabilizar a compra do Banco Master pelo BRB (Banco de Brasília) – mesmo diante de evidências de fraudes na instituição. A informação consta em documentos obtidos pela CNN Brasil.


Segundo autos da área técnica do TCU, o GDF tentou intervir no processo em dois momentos.


O primeiro aconteceu em 2 de setembro de 2025, quando o BC (Banco Central) ainda avaliava a compra do Master pelo BRB. Por meio de sua procuradoria-geral, o GDF cobrava celeridade na análise e alegava que uma “demora” poderia se converter em “omissão administrativa” e comprometer a “segurança jurídica do negócio”.




“A petição ignorava que o prazo alongado decorria das sucessivas deficiências instrucionais apresentadas pelos próprios interessados e das múltiplas oportunidades de saneamento concedidas pela autarquia”, analisa AudBancos, área técnica do TCU voltada ao tema.


O segundo momento se deu após o BC barrar a operação. No dia 3 de setembro, o GDF protocolou um pedido de liminar urgente ao TCU para “suspender de forma imediata e integral” os efeitos das deliberações da autoridade monetária.


O GDF ainda voltou a requerer, no mesmo dia, “a suspensão liminar da decisão do Banco Central do Brasil” até que houvesse “análise derradeira dessa Corte de Contas”.


A área técnica do TCU indica que com essa “insistência” o GDF visava usar o Tribunal “como uma espécie de via recursal inadequada” para contornar decisão do BC. E isso, diante das irregularidades detectadas, indicaria um “potencial descolamento entre a gestão e os princípios constitucionais da Administração Pública”.


















“A conduta dos administradores do BRB e do seu controlador, o Distrito Federal, ao insistir na concretização de uma operação potencialmente lesiva ao patrimônio público, mesmo após múltiplas advertências técnicas e com indícios de fraudes prévias, configura, em tese, violação aos deveres de diligência, probidade e proteção ao erário que norteiam a gestão de empresas públicas”.


“A tentativa de aquisição de um banco insolvente, com ativos aparentemente insubsistentes e potenciais passivos ocultos bilionários, sem diligence adequada e baseada em projeções inconsistentes, representava risco de causar prejuízo de dezenas de bilhões de reais ao patrimônio do Distrito Federal e de comprometer a solidez de uma instituição financeira pública que atende milhares de cidadãos”, completou a análise.


A CNN Brasil procurou o GDF, o BRB e o TCU para que comentassem o caso. Não houve resposta até a publicação da reportagem. O espaço segue aberto.


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