Nós apontamos todas as contradições do tenente-coronel, diz delegado à CNN
O delegado Lucas Lopes, responsável pela investigação do caso envolvendo a morte da soldado Gisele Alves Santana, detalhou em entrevista ao Agora CNN como a polícia chegou à conclusão de que se tratava de um feminicídio praticado pelo tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, e não um suicídio como inicialmente relatado. “Nós apontamos todas as contradições do tenente-coronel”, disse o delegado.
O Ministério Público já denunciou o tenente-coronel pelos crimes de feminicídio e fraude processual. A denúncia foi recebida pela Justiça e o acusado encontra-se preso preventivamente. Conforme explicou Lucas Lopes, a continuidade da prisão dependerá agora de decisões judiciais, mas a investigação foi concluída com “extrema precisão”, embasada no trabalho detalhado do Instituto de Criminalística.
Segundo Lopes, a investigação foi complexa e exigiu cautela desde o início. “É importante esclarecer para a população que esse registro como suicídio, no primeiro momento, é um registro basicamente inicial, que não conduz toda a investigação nem determina o resultado”, explicou o delegado, ressaltando que já havia indícios de que poderia não se tratar de um suicídio.
A equipe da Polícia Civil trabalhou em colaboração com a Corregedoria da Polícia Militar, o Instituto de Criminalística e o Instituto Médico Legal para esclarecer completamente os fatos. “Partimos de uma cena completamente vazia e tivemos que reconstruir passo a passo todos os elementos”, afirmou Lopes, destacando que foram necessários diversos laudos periciais, depoimentos de testemunhas e análise de dados extraídos de celulares.
Contradições e evidências
O delegado revelou que as contradições nos depoimentos do tenente-coronel foram fundamentais para desmontar a version de suicídio. “Havia diferença entre o tempo que ele ligou para acionamento do socorro e o horário do disparo”, explicou. Além disso, a investigação apontou que o suspeito teria adulterado a cena do crime, modificando o posicionamento do corpo e da arma na mão da vítima.
“A partir desse tripé de testemunhas, laudos periciais e perfil comportamental do tenente-coronel, conseguimos afastar a hipótese de suicídio e comprovar que realmente ele teria tirado a vida da soldado Gisele”, concluiu o delegado.
Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.






COMENTÁRIOS